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terça-feira, 3 de julho de 2012

Ilustração de capa do livro "Redes Sociotécnicas na Amazônia: tradução de saberes no campo da biodiversidade"

Mais uma capa de livro saindo do forno. O autor é o meu amigo Diego Soares, antropólogo e professor de mão cheia. A editora é a Multifoco.
O lançamento do livro "Redes Sociotécnicas na Amazônia: tradução de saberes no campo da biodiversidade", será realizado na sessão de lançamentos de livros da 28ª Reunião Brasileira de Antropologia, entre os dias 03 e 04 de julho, na PUC(1º andar do Prédio Novo), em São Paulo.


Eu recomendo a leitura para quem gosta do assunto. Ai vai um breve resumo:

Este livro resulta do projeto de colocar em relação duas áreas do conhecimento antropológico: os estudos da ciência e a etnologia de povos amazônicos. Trata-se de um estudo de antropologia simétrica voltado para a descrição etnográfica de redes sociotécnicas formadas em torno de iniciativas de ‘desenvolvimento sustentável’ envolvendo, de um lado, comunidades indígenas e tradicionais e, do outro, pesquisadores das áreas de ecologia, agronomia e farmacologia. Tendo como referência os insights teóricos e metodológicos da teoria atorrede, busca-se analisar a relação entre saberes no campo da biodiversidade a partir de uma abordagem ontológica das práticas de  conhecimento agenciadas por cientistas, índios e ribeirinhos na concepção dos ‘objetos’ que circulam nas redes. Esse tema é analisado dentro do contexto histórico marcado pela regulamentação do acesso ao  “patrimônio genético” e aos “conhecimentos tradicionais associados”. Durante esse percurso, vamos refletir sobre uma série de temas correlatos, como os direitos intelectuais, as formas de repartição de benefícios, os processos de anuência prévia, os encontros e desencontros entre o naturalismo ocidental e o perspectivismo ameríndio, a emergência da categoria de pesquisadores indígenas, a tentativa de formação de uma farmacopeia ribeirinha e o estabelecimento de uma feira e de uma associação de agricultores indígenas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ilustrações Literárias

Acabaram de sair do forno estas vinhetas para a Scipione. Foram mais de cinquenta desenhos, mas vou postar apenas alguns. Todos os direitos autorais reservados, é óbvio. ;)









segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Na Rota dos Tubarões







Finalmente nasceu o livro em que estava trabalhando no início do ano. Como já havia postado, é um livro escrito por Joel Rufino dos Santos que recria a viagem de um navio negreiro. A diagramação do miolo e da capa foi feita por Fernanda Barreto que trabalha na Ilustrarte Design. Agradecimentos especiais ao mestre Renato Alarcão, ao pessoal da editora Pallas ( Cristina, Mariana, Christine, Aron, Silvia, Eneida, Juliana e Terezinha)e ao senhor Joel (autor do livro) por compartilhar a sua sabedoria conosco.
As imagens são de algumas ilustrações do miolo do livro e da capa definitiva.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O comércio de escravos e a diáspora africana




Estes dois trabalhos são ilustrações para a capa de um livro em que estou trabalhando. O livro conta a história do comércio de escravos na África e no Brasil. No texto do livro o autor, Joel Rufino dos Santos, "recria, com base em fatos reais, a viagem de um navio negreiro para discutir o impacto do colonialismo sobre as sociedades africanas a partir de diferentes pontos de vista — demográfico, econômico e político". O projeto gráfico de Fernanda Barreto.

Estas duas idéias de capa foram descartadas, mas ainda não me desapeguei das coitadas. Uma das ilustrações remete ao sofrimeto nos negros no trajeto de navio da África para o Brasil. Os corpos contorcidos deveriam parecer um mar tempestuoso. O autor não gostou. Ele não queria chamar a atenção pra o sofrimento do negro, pois sobre isso todo mundo já sabe. Ao invés disso, na outra ilustração, procurou-se destacar alguns aspectos presentes no conteúdo do livro.
1-Os negros e a cultura dos povos africanos foram preponderantes para a construção da civilização brasileira. O Brasil é um pais majoritariamente negro e mestiço.
2-Na época, o comércio de escravos era visto como um comércio como outro qualquer, uma forma de ganhar a vida. Não havia nenhum questionamento ético por ser mercador de escravos, ou vender um dos filhos como escravo para alimentar os outros filhos, ou vender a mulher adúltera como escrava. Isso era muito comum.
3-A África era um lugar de grandes civilizações e com um cultura muito rica e diversificada.

Em breve, postarei a capa publicada e algumas ilustrações do livro em questão.