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sábado, 1 de dezembro de 2012

Ilustrações de campanha publicitária

Seis ilustrações para uma produtora, realizadas há cerca de duas semanas. Os trabalhos foram feitos com aquarela Winsor & Newton sobre papel Fabriano GF 300gr. Os croquis foram previamente aprovados pelo cliente e o processo todo levou cerca de 15 dias (árduos).
















quinta-feira, 12 de julho de 2012

MAC (Niterói) - "A linha reta o levará somente à morte"




 



Niemeyer, que é o autor do projeto do MAC (Museu de Arte Contemporânea, ilustrado neste post), adora curvas. Certa vez escreveu o arquiteto:
"O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso de seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein".

Gosto de imaginar que Niemeyer já tenha lido na vida a frase de Jack Kerouac que é o título deste post, aliás, uma frase de que gosto muito. Por falar nisso, estou lendo On The Road novamente, me preparando para a estréia do filme de mesmo nome no cinema.

Mas agora, quero contar e registrar uma história (antes que até eu me esqueça) dos tempos imemoriais de faculdade. Certa vez, estava eu no MAC assistindo a uma palestra do grande arquiteto Oscar Niemeyer. Digo grande, pois naquela época eu era apenas um mero estudante cursando os primeiros períodos de arquitetura e Niemeyer era uma figura mítica. Era tão mítico que eu podia guardá-lo na mesma caixa de outras figuras míticas como o unicórnio, o fauno, a sereia,  o saci, etc.
A palestra foi como eram todas as palestras do arquiteto. Ele fez alguns croquis, falou dos projetos, falou que o MAC nasceu como uma flor que se debruça sobre a Guanabara, falou que a arquitetura não era importante e o que realmente importava eram os amigos e as curvas da mulher amada. Homem sábio.
Depois da palestra formou-se um furdunço, uma fila descomunal de estudantes em busca de um croqui assinado pelo mestre. Depois de 100 (literalmente) estudantes chegava - finalmente - a minha vez. Niemeyer estava sentado junto à uma mesa, com uma cadeira vazia ao seu lado.
Sentei na cadeira.
- Oi meu filho, tudo bem?
- Tudo, e com senhor?
- Qual é o seu nome?
- Rafael.
- Qual projeto você gosta?
- Eu queria a catedral (de Brasília)
Niemeyer desenhou a catedral em um papel A4, colocou o meu nome, assinou e me entregou o desenho, eu agradeci. Era a centésima primeira vez que ele fazia aquilo naquela noite - já havia anoitecido e ninguém arredava o pé da fila - faltavam ainda uns 150 estudantes. Já estava me levantando da cadeira quando ele perguntou:
- Tem muita gente na fila aí fora?
- Sim, mais de 100.
Ele deu um sorriso ensimesmado e disse:
É meu filho, eu “tô fudido" mesmo.
Dei um sorriso e fui embora satisfeito com meu croqui assinado pelo Niemeyer. 
Recentemente aconteceu na FAU-UFRJ uma palestra da renomada arquiteta Zaha Hadid e foi engraçado e prazeroso reconhecer nos estudantes - que esperavam por uma dedicatória após a palestra - a mesma cara de bobo que eu ostentava orgulhoso naquele dia da palestra do Niemeyer no MAC.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Igreja do Bom Jesus da Coluna


Aquarela sobre papel Arches 300gr.
Esta igreja fica escondida dentro da vila militar, na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro. A torre do sino oferece uma grande e bela vista da Guanabara, Cristo Redentor, Pão de Açúcar e ponte Rio-Niterói, mas esse desenho fica pra próxima. Aquele abraço

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ilustrando espetáculos

Ai vai um dos esboços que fiz para o cenário de um espetáculo que rola aqui na cidade maravilhosa.

sábado, 2 de outubro de 2010

Sketchbook + Confeitaria Colombo

Fiz estes croquis com caneta nanquim descartável e uma caneta hidrocor aquarelável TOMBO. Eles são o resultado de uma tarde na Colombo, uma confeitaria muito tradicional do Rio de Janeiro, situada na rua Gonçalves Dias, centro da cidade. Foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Meirelles e  Manuel José Lebrão, este último, inventor da famosa frase "o freguês tem sempre razão". 
Entrar na Colombo é uma viagem no tempo, de volta para a belle époque do Rio de Janeiro antigo. O interior art nouveau data de 1913 e impressiona. Me chamou a atenção o trabalho minucioso dos entalhes do mobiliário em madeira jacarandá, desconheço profissional que seja capaz de esculpir madeira desta forma hoje em dia. Os espelhos (Belgas) são gigantescos e foram dispostos dos dois lados do salão, multiplicando o espaço infinitamente, fiquei imaginando o transporte e o preço desses espelhos enquanto degustava o famoso chá Colombo. 
Os detalhes das bancadas de mármore italiano, o desenho do piso de ladrilho hidráulico, as enormes cristaleiras cheias de doces deliciosos, tudo deixa o ambiente com aquele ar de sofisticação e elegância. 
E pensar que naquelas cadeiras, talvez até na minha, já sentaram vários figurões, como Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, rei Alberto da Bélgica (em l920), e a rainha Elizabeth da Inglaterra (em l968).  
Para coroar o espaço, uma clarabóia com um belíssimo vitral deixa  entrar um pouco de luz natural em um dia chuvoso no Rio de Janeiro.

Museu Histórico Nacional

Pátio dos Canhões

Pátio da Minerva

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Desenho no Parque Lage

Este é o resultado de uma tarde de sábado no Parque Lage.

O Parque Lage é um lugar muito bonito do Rio de Janeiro, uma boa pedida para tomar café nas manhãs de sábado e domingo, para passear com a namorada ou esposa e também para deixar a criançada correr solta. 
Dizem que a esposa do antigo proprietário, Henrique Lage, a cantora lírica Gabriela Benzanzoni, costumava cantar da varanda do segundo andar para os convidados de suas magníficas festas. Hoje o edifício abriga a Escola de Artes Visuais e os trabalhos dos alunos podem ser vistos pelos corredores.

A história do Parque Lage data de 1811, quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda pertencente a Fagundes Varela, o Engenho de Açúcar Del Rei, às margens da lagoa. John Tyndale, paisagista inglês, recebe, em 1840, a incumbência de reprojetar a fazenda e imprime à estrutura de seu projeto todo o romantismo encontrado em parques de sua terra natal. Em 1859, o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, por um processo de compra e venda. Neste momento, recebe o nome de “Parque dos Lage”, o qual, mais tarde, no ano de 1900, passa a seus três filhos como herança. Em 1913, a chácara é comprada pelo Dr. César de Sá Rabello, permanecendo como sua propriedade até o ano de 1920, quando Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família.

Na década de 1920, Henrique deu início a sua remodelação, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando diferentes tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte que se denominava eclético, o qual agradava a cantora lírica italiana, esposa de Henrique Lage, Gabriela Bezanzoni. Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.
Entretanto, endividado com o Banco do Brasil por conta de negócios feitos com esta instituição financeira, Henrique Lages precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Entregou parte de seus bens ao banco como pagamento e, a outra, vendeu para empresários particulares. A fim de fazer sobreviver o Parque, foi tombado como patrimônio histórico e artístico com a ajuda do governador Carlos Lacerda.
Na década de 1960 a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público. No palácio funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975 pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Lage>

Desenho no Parque das Ruínas

Esse é o resultado de uma tarde no Parque das Ruínas.

O Parque das Ruínas é um belíssimo mirante do Rio de Janeiro. De lá, tem-se uma visão ampla do centro da cidade e da orla do Rio – desde o Aeroporto Santos Dumont até a Urca.
No início do século XX,  foi a casa da grande mecenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo.  
Laurinda foi uma mulher especial, que deu a Santa Teresa vida e graça no início do século passado com seus saraus, onde prontificavam expoentes da vida cultural internacional como, por exemplo, Villa-Lobos e Isadora Duncan. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palacete, e hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire, que manteve a estrutura das ruínas agregando contemporaneidade a casa. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ilustrações de Arquitetura









Estas são algumas ilustrações minhas de projetos arquitetônicos de clientes distintos. A primeira foi feita com aquarela. As duas seguintes foram executadas com lápis grafite e a última com caneta nanquim, hidrocor e lápis de cor sobre papel manteiga. Este é um tipo de trabalho que faço desde o terceiro período da minha faculdade de arquitetura. Mas isso foi há muito tempo atrás ...deixa isso pra lá.