segunda-feira, 24 de maio de 2010

Desenho no Parque Lage

Este é o resultado de uma tarde de sábado no Parque Lage.

O Parque Lage é um lugar muito bonito do Rio de Janeiro, uma boa pedida para tomar café nas manhãs de sábado e domingo, para passear com a namorada ou esposa e também para deixar a criançada correr solta. 
Dizem que a esposa do antigo proprietário, Henrique Lage, a cantora lírica Gabriela Benzanzoni, costumava cantar da varanda do segundo andar para os convidados de suas magníficas festas. Hoje o edifício abriga a Escola de Artes Visuais e os trabalhos dos alunos podem ser vistos pelos corredores.

A história do Parque Lage data de 1811, quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda pertencente a Fagundes Varela, o Engenho de Açúcar Del Rei, às margens da lagoa. John Tyndale, paisagista inglês, recebe, em 1840, a incumbência de reprojetar a fazenda e imprime à estrutura de seu projeto todo o romantismo encontrado em parques de sua terra natal. Em 1859, o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, por um processo de compra e venda. Neste momento, recebe o nome de “Parque dos Lage”, o qual, mais tarde, no ano de 1900, passa a seus três filhos como herança. Em 1913, a chácara é comprada pelo Dr. César de Sá Rabello, permanecendo como sua propriedade até o ano de 1920, quando Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família.

Na década de 1920, Henrique deu início a sua remodelação, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando diferentes tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte que se denominava eclético, o qual agradava a cantora lírica italiana, esposa de Henrique Lage, Gabriela Bezanzoni. Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.
Entretanto, endividado com o Banco do Brasil por conta de negócios feitos com esta instituição financeira, Henrique Lages precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Entregou parte de seus bens ao banco como pagamento e, a outra, vendeu para empresários particulares. A fim de fazer sobreviver o Parque, foi tombado como patrimônio histórico e artístico com a ajuda do governador Carlos Lacerda.
Na década de 1960 a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público. No palácio funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975 pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Lage>

O que rolou no Parque Lage

Desenho no Parque das Ruínas

Esse é o resultado de uma tarde no Parque das Ruínas.

O Parque das Ruínas é um belíssimo mirante do Rio de Janeiro. De lá, tem-se uma visão ampla do centro da cidade e da orla do Rio – desde o Aeroporto Santos Dumont até a Urca.
No início do século XX,  foi a casa da grande mecenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo.  
Laurinda foi uma mulher especial, que deu a Santa Teresa vida e graça no início do século passado com seus saraus, onde prontificavam expoentes da vida cultural internacional como, por exemplo, Villa-Lobos e Isadora Duncan. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palacete, e hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire, que manteve a estrutura das ruínas agregando contemporaneidade a casa. 

O que rolou no Parque das Ruínas

A galera curtiu desenhar no Parque das Ruínas. Com música ao vivo e tudo. Estava muito chic a nossa trilha sonora de Noel Rosa.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CADERNOS URBANOS no Parque das Ruínas

Prezados,

No próximo sábado (15/05/2010 de 13:30hs até...) eu e meus alunos estaremos exercitando nossa capacidade de transver o mundo através dos deslimites do desenho analógico. Entenderam?
Para quem quiser chegar é só aparecer e levar seus cadernos, lápis de cores, lápis, aquarelas, hidrocores, o que quiser e etc para o Parque das Ruínas (Santa Tereza).
Também é um bom programa para a família pois vai rolar a Festa Literária de Santa Tereza (FLIST- www.flist.org.br). Vale uma olhadinha na programação que inclui o sensacional documentário  sobre o poeta Manoel de Barros "Só 10% é Mentira", oficinas para crianças, roda de samba, café literário, palestras com autores e outras coisas mais.
Para quem for de bomdinho é só pegar o mesmo na estação que fica atrás da Petrobrás (perto do Largo da Carioca, no Centro) e descer na estação do Curvelo (fica perto do Parque das Ruínas). Para quem for de carro, cuidado com o lugar onde vai estacionar ou pode ficar sem retrovisores quando o bonde passar. A melhor rua para subir da Lapa para o Parque das Ruínas é a Ruas Joaquim Murtinho.
abraço

sexta-feira, 5 de março de 2010

EVENTO DE DIVULGAÇÃO DO CURSO CADERNOS URBANOS

O nosso encontro de desenhistas para marcar o início do Cadernos Urbanos no último domingo (dia 28/02) foi muito agradável. Uma combinação, pouco provável, de desenhos de modelo-vivo, feijoada, poesia e música ao vivo de qualidade. Realmente uma grata surpresa. Quem foi curtiu. Posto aqui apenas alguns momentos do evento e espero que os alunos mantenham essa motivação e empolgação inicial durante o restante do curso que começa sábado (dia 06/03) e vai até junho.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EM MARÇO TEM CADERNOS URBANOS - OFICINA DE DESENHO E PINTURA


Encha seu sketchbook de desenhos e pinturas na oficina CADERNOS URBANOS, com ênfase no desenho de referência e no desenho de observação de cenários, fotografias, modelos-vivos (aulas no ateliê), paisagens, espaços urbanos e arquitetônicos (aulas ao ar livre).

níveis iniciante, intermediário e avançado.

DATAS E HORÁRIOS:
As aulas serão no sábado, de 14hs às 17hs.
As aulas terão início no dia 6 (seis) de março e terminarão no dia 12 (doze) de junho (um total de 14 aulas = 42 horas)
INSCRIÇÕES:
Os interessados em maiores informações (forma de pagamento, lista de materiais, metodologia, conteúdo das aulas,endereço do ateliê, etc) devem entrar em contato pelo email a seguir. As vagas são limitadas a 8 participantes, a fim de proporcionar melhor assistência individual e facilitar o intercâmbio de informações.
grafio1ufrj@gmail.com

INVESTIMENTO:
570 reais ou 3 x 190 reais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mural em restaurante





Não é a capela Sistina, mas foi bem divertido de fazer. Este é um mural para a área infantil do restaurante Bombordo. Quem passar pela praia de Bombinhas em Santa Catarina não pode deixar de visitar as praias paradisiacas e o restaurante Bombordo. Na comando do restaurante está a família Mariante que me contratou para realizar este trabalho. O chef do Bombordo (Guilherme Mariante) é excelente e a carta de vinhos é a melhor da região. O atendimento é de primeira e fica por conta da gerente (Ana Mariante). A decoração é transada e aconchegante. Os donos realmente pensaram nos mínimos detalhes. Uma boa opção para toda a família e especialmente para os casais apaixonados, com direito a atendimento personalizado do chef, trilha sonora de bom gosto (MPB, Jazz, chorinho...) e decoração com velas e flores na mesa. E o melhor de tudo: admirar meu trabalho na parede do restaurante. Haha...Eu recomendo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ilustrações de Arquitetura









Estas são algumas ilustrações minhas de projetos arquitetônicos de clientes distintos. A primeira foi feita com aquarela. As duas seguintes foram executadas com lápis grafite e a última com caneta nanquim, hidrocor e lápis de cor sobre papel manteiga. Este é um tipo de trabalho que faço desde o terceiro período da minha faculdade de arquitetura. Mas isso foi há muito tempo atrás ...deixa isso pra lá.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Futuros Amantes



Futuros Amantes
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque


Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Cadernices 2




A parte mais divertida depois de terminar um desenho ou aquarela de modelo vivo é, justamente, "estragar" o desenho. Fazer experimentações. É quando acontecem, como o mestre Renato Alarcão diz, os "acidentes felizes" (ou não).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Na Rota dos Tubarões







Finalmente nasceu o livro em que estava trabalhando no início do ano. Como já havia postado, é um livro escrito por Joel Rufino dos Santos que recria a viagem de um navio negreiro. A diagramação do miolo e da capa foi feita por Fernanda Barreto que trabalha na Ilustrarte Design. Agradecimentos especiais ao mestre Renato Alarcão, ao pessoal da editora Pallas ( Cristina, Mariana, Christine, Aron, Silvia, Eneida, Juliana e Terezinha)e ao senhor Joel (autor do livro) por compartilhar a sua sabedoria conosco.
As imagens são de algumas ilustrações do miolo do livro e da capa definitiva.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cadernices 1


Essa coisa de desenhar em um caderno de viagens (ou croquis) vai meio que virando um vício. Ultimamente tenho conhecido vários ilustradores que possuem esse hábito e é muito proveitoso trocar umas idéias sobre o trabalho de cada um. Meu caderno acabou virando um laboratório de experiências gráficas. Esta é uma delas. Uma pequena homenagem a Lewis Carroll.

"terapia aquarelística"



Esses são alguns resultados das aulas de aquarela com modelo vivo que eu costumo frequentar. Funciona meio como uma terapia para mim. Uma válvula de escape.

O comércio de escravos e a diáspora africana




Estes dois trabalhos são ilustrações para a capa de um livro em que estou trabalhando. O livro conta a história do comércio de escravos na África e no Brasil. No texto do livro o autor, Joel Rufino dos Santos, "recria, com base em fatos reais, a viagem de um navio negreiro para discutir o impacto do colonialismo sobre as sociedades africanas a partir de diferentes pontos de vista — demográfico, econômico e político". O projeto gráfico de Fernanda Barreto.

Estas duas idéias de capa foram descartadas, mas ainda não me desapeguei das coitadas. Uma das ilustrações remete ao sofrimeto nos negros no trajeto de navio da África para o Brasil. Os corpos contorcidos deveriam parecer um mar tempestuoso. O autor não gostou. Ele não queria chamar a atenção pra o sofrimento do negro, pois sobre isso todo mundo já sabe. Ao invés disso, na outra ilustração, procurou-se destacar alguns aspectos presentes no conteúdo do livro.
1-Os negros e a cultura dos povos africanos foram preponderantes para a construção da civilização brasileira. O Brasil é um pais majoritariamente negro e mestiço.
2-Na época, o comércio de escravos era visto como um comércio como outro qualquer, uma forma de ganhar a vida. Não havia nenhum questionamento ético por ser mercador de escravos, ou vender um dos filhos como escravo para alimentar os outros filhos, ou vender a mulher adúltera como escrava. Isso era muito comum.
3-A África era um lugar de grandes civilizações e com um cultura muito rica e diversificada.

Em breve, postarei a capa publicada e algumas ilustrações do livro em questão.