quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Croquis rápidos de igrejas

Aqui estão alguns desenhos de 10, 15 minutos. O primeiro mostra o Outeiro da Glória a partir da praça do Russel, na Glória. No primeiro plano se encontra um monumento de gosto duvidoso.
Os demais croquis foram feitos durante uma aula, quando visitamos a Igreja de Bom Jesus da Coluna. Uma igreja  muito antiga e pouco visitada. Fica dentro da área militar na ilha do fundão, perto da reitoria da UFRJ, e oferece uma vista fantástica da Baia de Guanabara. Esta igreja foi restaurada recentemente e é um lugar onde costumo levar os alunos para desenhar.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Três Vistas do Pão de Açúcar



No último domingo fiz um passeio de van no Rio de Janeiro, com mais de dez amigos desenhistas. Uma nova idéia chamada Sketch & Van surgida no contexto do encontro mensal de desenhistas cariocas (feijão ilustrado). Nós percorremos diversos lugares e fizemos desenhos de 20 minutos, 30 minutos, 15 minutos. Eu usei lápis grafite e aquarela. Entre os desenhos que fiz nesse dia estão estas três vistas do Pão de Açucar, local de fundação da cidade do Rio de Janeiro. O dia estava especialmente bonito, perfeito para desenhar a natureza peculiar da cidade carioca.
A primeira vista foi feita a partir do obelisco projetado por Lúcio Costa, no Aterro do Flamengo. A segunda foi feita no Mirante do Pasmado e a terceira foi feita no Parque das Ruínas (uma das vistas mais sensacionais do Rio de Janeiro), em Santa Teresa.
Aquele abraço

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Feijão Ilustrado 3

O tema do encontro de ilustradores desse mês foi "Film Noir".

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sketchbook + Sol + Ipanema 2

Quando estou na praia, tranquilo, lendo um livro ou o jornal...as vezes, acabo escutando (sem querer) conversas intrigantes. Quer um exemplo?

domingo, 10 de abril de 2011

Cadernices 3



Sketchbook + Centro Cultural Laurinda Santos Lobo

Sketchbook + Centro Cultural Oi Futuro



sketchbooks + amigos, cerveja, bolinho de feijoada, sinuca e mulheres insólitas.

Rio de Janeiro, Botafogo, quarta-feira...você entra em um bar, olha e vê. Simplesmente, mais de duzentas pessoas semi-bêbadas (digamos, "no brilho"), segurando seus respectivos cadernos de esboços, desenhando modelos espalhadas pelo estabelecimento. Não se desespere, pode parecer roteiro de filme do Tarantino, estilo "Um Drink no Inferno", mas é só um encontro de amigos que cultivam as mesmas manias, é o Feijão Ilustrado. Pode chegar.

Dani


Edna

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ilustrando espetáculos

Ai vai um dos esboços que fiz para o cenário de um espetáculo que rola aqui na cidade maravilhosa.

sábado, 2 de outubro de 2010

Sketchbook + Confeitaria Colombo

Fiz estes croquis com caneta nanquim descartável e uma caneta hidrocor aquarelável TOMBO. Eles são o resultado de uma tarde na Colombo, uma confeitaria muito tradicional do Rio de Janeiro, situada na rua Gonçalves Dias, centro da cidade. Foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Meirelles e  Manuel José Lebrão, este último, inventor da famosa frase "o freguês tem sempre razão". 
Entrar na Colombo é uma viagem no tempo, de volta para a belle époque do Rio de Janeiro antigo. O interior art nouveau data de 1913 e impressiona. Me chamou a atenção o trabalho minucioso dos entalhes do mobiliário em madeira jacarandá, desconheço profissional que seja capaz de esculpir madeira desta forma hoje em dia. Os espelhos (Belgas) são gigantescos e foram dispostos dos dois lados do salão, multiplicando o espaço infinitamente, fiquei imaginando o transporte e o preço desses espelhos enquanto degustava o famoso chá Colombo. 
Os detalhes das bancadas de mármore italiano, o desenho do piso de ladrilho hidráulico, as enormes cristaleiras cheias de doces deliciosos, tudo deixa o ambiente com aquele ar de sofisticação e elegância. 
E pensar que naquelas cadeiras, talvez até na minha, já sentaram vários figurões, como Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, rei Alberto da Bélgica (em l920), e a rainha Elizabeth da Inglaterra (em l968).  
Para coroar o espaço, uma clarabóia com um belíssimo vitral deixa  entrar um pouco de luz natural em um dia chuvoso no Rio de Janeiro.

Sketchbook + Morro da Conceição


Pé sujo na Rua João Homem 
às vésperas da eleição para Presidente, 



Churrasquinho de gato no Largo de São Fancisco da Prainha
para curar a ressaca do escravos da Mauá

A primeira vez que ouvi falar no morro da Conceição foi na graduação em arquitetura e urbanismo, mas que porra de morro é esse? pensei. Santa ignorância, o morro é um dos marcos da ocupação original da cidade e, junto com os morros do Castelo, de Santo Antônio e  de São Bento, delimitava o núcleo urbano do Rio de Janeiro, onde a cidade se desenvolveu durante os seus três primeiros séculos de vida desde a sua fundação, em 1565. 
O aspecto da ocupação residencial de suas encostas  e o rítmo dessacelerado de seus habitantes nos remetem, até hoje, aos bairros tradicionais portugueses. No entanto, as transformações urbanas no entorno e o crescimento da cidade acabaram escondendo o morro atrás de enormes edifícios. Não é de se admirar que um estudante universitário ignorante não conhecesse o lugar, ele não era visível aos desatentos ou aos exploradores menos curiosos. Enfim...mas é melhor ficar escondido do que compartilhar o destino dos morros do Castelo e de Santo Antonio, ambos derrubados ainda na primeira metade do século XX.
Uma pequena capela construída no topo do morro em 1590 em homenagem à Nossa Senhora da Conceição acabou dando origem ao nome do morro. Mas além do nome no morro, alguns nomes de ruas são muito interessantes e nos transportam para um tempo que não existe mais, um tempo mais informal, onde os nomes das ruas falavam um pouco sobre as mesmas. Como exemplo, posso citar a rua do Escorrega (que é um ladeirão) ou a rua do Jogo da Bola, a travessa do Sereno, o largo da Pedra do Sal (onde as embarcações descarregavam sal no passado).
No morro da Conceição, a cultura carioca se manifesta na rua, no espaço público, e mistura todo tipo de gente. Gente como a gente e também as figuras mais bizarras. Acho que isso é o máximo, é ótimo, e para completar, totalmente grátis, 0800.
A famosa Pedra do Sal era e é o ponto de encontro de sambistas. Toda segunda-feira à noite podemos aproveitar a concorrida roda de samba da Pedra do Sal para ouvir  e cantar de peito aberto os sambas clássicos de Candeia, Cartola, Walter Alfaiate, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Élton Medeiros, Dona Ivone Lara, Donga, Geraldo Pereira e tantos outros. Como diz a música: 
"a nêga vai reclamar, isso pra mim é normal, 
toda segunda-feira tem roda de samba na Pedra do Sal."
Nas noites de sexta-feira, a boa para matar a saudade das clássicas marchinhas de carnaval é o disputado bloco do Escravos da Mauá, que rola no largo de São Francisco da Prainha.

Museu Histórico Nacional

Pátio dos Canhões

Pátio da Minerva

Sheron ;)