Georgia e David, ambos da Escola Nacional de Circo, resolveram se aventurar como modelos vivos no Cadernos Urbanos. No começo estavam meio nervosos, por ser a primeira vez, mas agora, depois de três aulas, acho que estão curtindo bastante. Na última aula o David ficou com febre e não pode vir, mas a Georgia veio e resolveu atacar de Pin-up. Aproveitou também para nos contar seu passado de skatista nas ruas de São Paulo.
sábado, 21 de agosto de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Morena Flor - Trabalho em processo
Essa imagem é fragmento de um trabalho em processo. O tema do trabalho é samba de gafieira. É um croqui do meu sketchbook trabalhado no photoshop. Existem certos personagens cariocas, tipos urbanos, que parecem onipresentes e se tornam parte do imaginário coletivo. Essa morena, que chamei de "morena rosa" não é o retrato de ninguém, é um tipo, um tipo de morena que todo mundo tem na cabeça, cada um a sua. É um frankenstein de dezenas de morenas que vi ao longo da vida. Na minha cabeça ela tem grandes olhos verdes, tornando-se ainda mais fatal. É um tipo quase atemporal. Tanto é que, desconfio que Baudelaire (1821-1867) participa desse imaginário coletivo quando escreve em "Flores do Mal", um poema intitulado "A uma dama crioula". Prova que a admiração dos gringos pelas mulheres negras, verdadeiras forças da natureza, já é coisa de longa data. Ele diz assim:
No inebriante país que o sol acaricia,
Sob um dossel de agreste púrpura bordado
E a cuja sombra nosso olhar se delicia,
Conheci uma crioula de encanto ignorado.
A graciosa morena, cálida e arredia,
Tem na postura um ar nobremente afetado;
Soberba e esbelta quando o bosque a desafia,
Seu sorriso é tranquilo e seu olhar ousado.
Caso viesses, Senhora, à heróica e eterna França,
Junto às margens do Sena ou onde o Loire se lança,
Tu que és digna de ornar os solares altivos,
Farias, ao abrigo das sombras discretas,
Mil sonetos brotar no coração dos poetas,
Que de teus olhos, mais que os negros, são cativos.
sábado, 3 de julho de 2010
Desenho na Urca
Sábado de Sol no Rio de Janeiro. Para variar, acordo atrasado para a aula de chorinho na Urca, tenho que sair correndo. Não vou de carro, o dia está tão bonito, que cidade, que sorte. Pedaladas apressadas pela Glória. Da confeitaria sai um cheiro delicioso, mas não dá pra parar, sigo em frente, rumo ao aterro. Passo ligeiro pela passarela do Reidy e pelos jardins do Burle Marx. Um olhar rápido em tom de agradecimento na direção do Outeiro. Meu chapéu Panamá sai voando da cabeça. Com reflexos surpreendentemente apurados, cato o chapéu no ar, sem parar a magrela e sem olhar pra trás. Bruce Lee ficaria com inveja de tanta habilidade. Afundo a cabeça no chapéu e toco o barco, ou melhor, a bike. Os atletas de final de semana passam pra lá e pra cá, a galera toca a bola na pelada, alguém grita meu nome – Rafaaa!!! - Mas não dá pra parar a bike e olhar pra trás, tô atrasado. Respondo o cumprimento com um aceno, mas não tenho idéia de quem me grita.
Botafogo logo ali, a vista do Pão de Açúcar acaba com qualquer mau humor, o vento na cara, o Cristo, o mar, o Sol, tudo perfeito (menos o Mourisco). Meninas de bicicleta pedalam pela ciclovia, me lembro de Vinícius: transitórias estátuas, esfuziantes de azul, louras com peles mulatas, princesas da zona sul. Um buraco me traz de volta à rota, mas o dia está perfeito e Vinícius insiste em pendurar-se no trapézio da minha mente: que douradas maravilhas! Bicicletai, meninada, aos ventos do Arpoador, solta a flâmula agitada das cabeleiras em flor, uma correndo à gandaia, outra com jeito de séria, mostrando as pernas sem saia, feitas da mesma matéria...enxames de namoradas ao sol de Copacabana, centauresas transpiradas que o leque do mar abana! A vós o canto que inflama os meus trin’anos, meninas, velozes massas em chama explodindo em vitaminas.
Finalmente, Urca. Chego em cima da hora da aula. O sábado sempre começa bem ao som de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Anacleto de Medeiros. O dia pede uma trilha sonora e essa está mais que adequada.
Depois desse “estresse” todo, pego minha bike e vou pra Praia Vermelha (armado de lápis, papel e aquarela), onde havia marcado encontro com alguns alunos de desenho. Tento escolher um tema para desenhar, mas o Pão de Açúcar é quase irresistível. Resolvo fazer uma aquarela para dar conta da luz da tarde que bate na montanha. Aproveito pra colocar minha magrela na composição, desenho a palmeira um pouco mais pra direita, de modo que não atrapalhe a vista do Pão de Açúcar. Passo a tarde ali, curtindo o sábado de Sol em minha cidade maravilhosa. Está ai o resultado.
terça-feira, 25 de maio de 2010
CADERNOS URBANOS na Urca
No dia 05/06/2010 o CADERNOS URBANOS vai ser especial. Vamos nos encontrar na Escola Portátil de Música (EPM). Fica dentro do campus da UNIRIO, na Av. Pasteur, Urca. Neste dia vai rolar o tradicional Bandão que é um concerto a céu aberto com todos os alunos da EPM, eu inclusive. Só que este Bandão fará parte do Folle Journée, um festival internacional de música muito importante. Vai ser muito legal. É aberto ao público, só chegar.
Queremos bater o recorde de alunos tocando (um pouco mais de 400 alunos).
Uma boa pedida é desenhar os músicos, afinal, eles geralmente rendem ótimos trabalhos.
Repertório Bandão - Folle Journée. Sábado, 05/06, às 12:30h.
1. Boêmios (Anacleto de Medeiros) - Arranjo Anacleto de Medeiros
2. Naquele tempo (Pixinguinha) - Arranjo Pixinguinha
3. Aí, Morcego (Irineu de Almeida) - Arranjo Marcílio Lopes
4. Sentimento Carioca (Álvaro Carrilho/Mauricio Carrilho) - Arranjo Maurício Carrilho
5. Chorando (Candinho) - Arranjo João Gabriel Souto
6. Zeppelin (J.J.Araujo) - Arranjo Paulo Aragão
7. Ingênuo (Pixinguinha) - Arranjo Pixinguinha
8. Farrula (Anacleto de Medeiros) - Arranjo Mauricio Carrilho
9. Um Chopin no Bar Urca (Adaptação do Scherzo op. 31 por Paulo Aragão)
10. Yao (Pixinguinha) - Arranjo Pixinguinha
11. Benguelê (Pixinguinha) - Arranjo Pixinguinha
O Bandão deve acabar às 13:30 e ai partiremos para a Praia Vermelha com nossos cadernos e procuraremos por uma paisagem que nos observe. Imperdível. Espero por todos.
aquele abraço.
CADERNOS URBANOS no CCBB
No dia 29/05/2010 o CADERNOS URBANOS vai invadir o CCBB. Levem seus cadernos e nos encontrem às 13:30hs no hall principal. Vai ser uma aula de tratar das grandezas do ínfimo, do amor pelas coisas desimportantes e dos deslimites da nossa capacidade de transver o mundo pelo desenho.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Desenho no Parque Lage
Este é o resultado de uma tarde de sábado no Parque Lage.
O Parque Lage é um lugar muito bonito do Rio de Janeiro, uma boa pedida para tomar café nas manhãs de sábado e domingo, para passear com a namorada ou esposa e também para deixar a criançada correr solta.
Dizem que a esposa do antigo proprietário, Henrique Lage, a cantora lírica Gabriela Benzanzoni, costumava cantar da varanda do segundo andar para os convidados de suas magníficas festas. Hoje o edifício abriga a Escola de Artes Visuais e os trabalhos dos alunos podem ser vistos pelos corredores.
A história do Parque Lage data de 1811, quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda pertencente a Fagundes Varela, o Engenho de Açúcar Del Rei, às margens da lagoa. John Tyndale, paisagista inglês, recebe, em 1840, a incumbência de reprojetar a fazenda e imprime à estrutura de seu projeto todo o romantismo encontrado em parques de sua terra natal. Em 1859, o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, por um processo de compra e venda. Neste momento, recebe o nome de “Parque dos Lage”, o qual, mais tarde, no ano de 1900, passa a seus três filhos como herança. Em 1913, a chácara é comprada pelo Dr. César de Sá Rabello, permanecendo como sua propriedade até o ano de 1920, quando Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família.
Na década de 1920, Henrique deu início a sua remodelação, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando diferentes tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte que se denominava eclético, o qual agradava a cantora lírica italiana, esposa de Henrique Lage, Gabriela Bezanzoni. Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.
Entretanto, endividado com o Banco do Brasil por conta de negócios feitos com esta instituição financeira, Henrique Lages precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Entregou parte de seus bens ao banco como pagamento e, a outra, vendeu para empresários particulares. A fim de fazer sobreviver o Parque, foi tombado como patrimônio histórico e artístico com a ajuda do governador Carlos Lacerda.
Na década de 1960 a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público. No palácio funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975 pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Lage>
Na década de 1960 a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público. No palácio funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975 pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Lage>
Desenho no Parque das Ruínas
Esse é o resultado de uma tarde no Parque das Ruínas.
O Parque das Ruínas é um belíssimo mirante do Rio de Janeiro. De lá, tem-se uma visão ampla do centro da cidade e da orla do Rio – desde o Aeroporto Santos Dumont até a Urca.
No início do século XX, foi a casa da grande mecenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo.
Laurinda foi uma mulher especial, que deu a Santa Teresa vida e graça no início do século passado com seus saraus, onde prontificavam expoentes da vida cultural internacional como, por exemplo, Villa-Lobos e Isadora Duncan. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palacete, e hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire, que manteve a estrutura das ruínas agregando contemporaneidade a casa.
O que rolou no Parque das Ruínas
A galera curtiu desenhar no Parque das Ruínas. Com música ao vivo e tudo. Estava muito chic a nossa trilha sonora de Noel Rosa.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
CADERNOS URBANOS no Parque das Ruínas
Prezados,
No próximo sábado (15/05/2010 de 13:30hs até...) eu e meus alunos estaremos exercitando nossa capacidade de transver o mundo através dos deslimites do desenho analógico. Entenderam?
Para quem quiser chegar é só aparecer e levar seus cadernos, lápis de cores, lápis, aquarelas, hidrocores, o que quiser e etc para o Parque das Ruínas (Santa Tereza).
Também é um bom programa para a família pois vai rolar a Festa Literária de Santa Tereza (FLIST- www.flist.org.br). Vale uma olhadinha na programação que inclui o sensacional documentário sobre o poeta Manoel de Barros "Só 10% é Mentira", oficinas para crianças, roda de samba, café literário, palestras com autores e outras coisas mais.
Para quem for de bomdinho é só pegar o mesmo na estação que fica atrás da Petrobrás (perto do Largo da Carioca, no Centro) e descer na estação do Curvelo (fica perto do Parque das Ruínas). Para quem for de carro, cuidado com o lugar onde vai estacionar ou pode ficar sem retrovisores quando o bonde passar. A melhor rua para subir da Lapa para o Parque das Ruínas é a Ruas Joaquim Murtinho.
abraço
sexta-feira, 5 de março de 2010
EVENTO DE DIVULGAÇÃO DO CURSO CADERNOS URBANOS
O nosso encontro de desenhistas para marcar o início do Cadernos Urbanos no último domingo (dia 28/02) foi muito agradável. Uma combinação, pouco provável, de desenhos de modelo-vivo, feijoada, poesia e música ao vivo de qualidade. Realmente uma grata surpresa. Quem foi curtiu. Posto aqui apenas alguns momentos do evento e espero que os alunos mantenham essa motivação e empolgação inicial durante o restante do curso que começa sábado (dia 06/03) e vai até junho.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
EM MARÇO TEM CADERNOS URBANOS - OFICINA DE DESENHO E PINTURA
Encha seu sketchbook de desenhos e pinturas na oficina CADERNOS URBANOS, com ênfase no desenho de referência e no desenho de observação de cenários, fotografias, modelos-vivos (aulas no ateliê), paisagens, espaços urbanos e arquitetônicos (aulas ao ar livre).
níveis iniciante, intermediário e avançado.
DATAS E HORÁRIOS:
As aulas serão no sábado, de 14hs às 17hs.
As aulas terão início no dia 6 (seis) de março e terminarão no dia 12 (doze) de junho (um total de 14 aulas = 42 horas)
INSCRIÇÕES:
Os interessados em maiores informações (forma de pagamento, lista de materiais, metodologia, conteúdo das aulas,endereço do ateliê, etc) devem entrar em contato pelo email a seguir. As vagas são limitadas a 8 participantes, a fim de proporcionar melhor assistência individual e facilitar o intercâmbio de informações.
grafio1ufrj@gmail.com
INVESTIMENTO:
570 reais ou 3 x 190 reais.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Mural em restaurante




Não é a capela Sistina, mas foi bem divertido de fazer. Este é um mural para a área infantil do restaurante Bombordo. Quem passar pela praia de Bombinhas em Santa Catarina não pode deixar de visitar as praias paradisiacas e o restaurante Bombordo. Na comando do restaurante está a família Mariante que me contratou para realizar este trabalho. O chef do Bombordo (Guilherme Mariante) é excelente e a carta de vinhos é a melhor da região. O atendimento é de primeira e fica por conta da gerente (Ana Mariante). A decoração é transada e aconchegante. Os donos realmente pensaram nos mínimos detalhes. Uma boa opção para toda a família e especialmente para os casais apaixonados, com direito a atendimento personalizado do chef, trilha sonora de bom gosto (MPB, Jazz, chorinho...) e decoração com velas e flores na mesa. E o melhor de tudo: admirar meu trabalho na parede do restaurante. Haha...Eu recomendo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ilustrações de Arquitetura



Estas são algumas ilustrações minhas de projetos arquitetônicos de clientes distintos. A primeira foi feita com aquarela. As duas seguintes foram executadas com lápis grafite e a última com caneta nanquim, hidrocor e lápis de cor sobre papel manteiga. Este é um tipo de trabalho que faço desde o terceiro período da minha faculdade de arquitetura. Mas isso foi há muito tempo atrás ...deixa isso pra lá.
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Ilustrações de projetos arquitetônicos
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Futuros Amantes
Futuros Amantes
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
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