quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Sketchbook + Sol + Ipanema 2
Quando estou na praia, tranquilo, lendo um livro ou o jornal...as vezes, acabo escutando (sem querer) conversas intrigantes. Quer um exemplo?
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domingo, 10 de abril de 2011
sketchbooks + amigos, cerveja, bolinho de feijoada, sinuca e mulheres insólitas.
Rio de Janeiro, Botafogo, quarta-feira...você entra em um bar, olha e vê. Simplesmente, mais de duzentas pessoas semi-bêbadas (digamos, "no brilho"), segurando seus respectivos cadernos de esboços, desenhando modelos espalhadas pelo estabelecimento. Não se desespere, pode parecer roteiro de filme do Tarantino, estilo "Um Drink no Inferno", mas é só um encontro de amigos que cultivam as mesmas manias, é o Feijão Ilustrado. Pode chegar.
Dani
Edna
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 2 de outubro de 2010
Sketchbook + Confeitaria Colombo
Fiz estes croquis com caneta nanquim descartável e uma caneta hidrocor aquarelável TOMBO. Eles são o resultado de uma tarde na Colombo, uma confeitaria muito tradicional do Rio de Janeiro, situada na rua Gonçalves Dias, centro da cidade. Foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Meirelles e Manuel José Lebrão, este último, inventor da famosa frase "o freguês tem sempre razão".
Entrar na Colombo é uma viagem no tempo, de volta para a belle époque do Rio de Janeiro antigo. O interior art nouveau data de 1913 e impressiona. Me chamou a atenção o trabalho minucioso dos entalhes do mobiliário em madeira jacarandá, desconheço profissional que seja capaz de esculpir madeira desta forma hoje em dia. Os espelhos (Belgas) são gigantescos e foram dispostos dos dois lados do salão, multiplicando o espaço infinitamente, fiquei imaginando o transporte e o preço desses espelhos enquanto degustava o famoso chá Colombo.
Os detalhes das bancadas de mármore italiano, o desenho do piso de ladrilho hidráulico, as enormes cristaleiras cheias de doces deliciosos, tudo deixa o ambiente com aquele ar de sofisticação e elegância.
E pensar que naquelas cadeiras, talvez até na minha, já sentaram vários figurões, como Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, rei Alberto da Bélgica (em l920), e a rainha Elizabeth da Inglaterra (em l968).
Para coroar o espaço, uma clarabóia com um belíssimo vitral deixa entrar um pouco de luz natural em um dia chuvoso no Rio de Janeiro.
Sketchbook + Morro da Conceição
às vésperas da eleição para Presidente,
para curar a ressaca do escravos da Mauá
A primeira vez que ouvi falar no morro da Conceição foi na graduação em arquitetura e urbanismo, mas que porra de morro é esse? pensei. Santa ignorância, o morro é um dos marcos da ocupação original da cidade e, junto com os morros do Castelo, de Santo Antônio e de São Bento, delimitava o núcleo urbano do Rio de Janeiro, onde a cidade se desenvolveu durante os seus três primeiros séculos de vida desde a sua fundação, em 1565.
O aspecto da ocupação residencial de suas encostas e o rítmo dessacelerado de seus habitantes nos remetem, até hoje, aos bairros tradicionais portugueses. No entanto, as transformações urbanas no entorno e o crescimento da cidade acabaram escondendo o morro atrás de enormes edifícios. Não é de se admirar que um estudante universitário ignorante não conhecesse o lugar, ele não era visível aos desatentos ou aos exploradores menos curiosos. Enfim...mas é melhor ficar escondido do que compartilhar o destino dos morros do Castelo e de Santo Antonio, ambos derrubados ainda na primeira metade do século XX.
Uma pequena capela construída no topo do morro em 1590 em homenagem à Nossa Senhora da Conceição acabou dando origem ao nome do morro. Mas além do nome no morro, alguns nomes de ruas são muito interessantes e nos transportam para um tempo que não existe mais, um tempo mais informal, onde os nomes das ruas falavam um pouco sobre as mesmas. Como exemplo, posso citar a rua do Escorrega (que é um ladeirão) ou a rua do Jogo da Bola, a travessa do Sereno, o largo da Pedra do Sal (onde as embarcações descarregavam sal no passado).
No morro da Conceição, a cultura carioca se manifesta na rua, no espaço público, e mistura todo tipo de gente. Gente como a gente e também as figuras mais bizarras. Acho que isso é o máximo, é ótimo, e para completar, totalmente grátis, 0800.
A famosa Pedra do Sal era e é o ponto de encontro de sambistas. Toda segunda-feira à noite podemos aproveitar a concorrida roda de samba da Pedra do Sal para ouvir e cantar de peito aberto os sambas clássicos de Candeia, Cartola, Walter Alfaiate, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Élton Medeiros, Dona Ivone Lara, Donga, Geraldo Pereira e tantos outros. Como diz a música:
"a nêga vai reclamar, isso pra mim é normal,
toda segunda-feira tem roda de samba na Pedra do Sal."
Nas noites de sexta-feira, a boa para matar a saudade das clássicas marchinhas de carnaval é o disputado bloco do Escravos da Mauá, que rola no largo de São Francisco da Prainha.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sketchbook + Sol + Ipanema
Tenho uma "tioria" (expressão que uso para pseudo-teorias cientificamente não comprovadas, vulgo, minha opinião). O pessoa que não gosta de praia não é inteiramente carioca, é um semi-carioca ou um pseudo-carioca. Assim como a pessoa que nasce na cidade do Rio de Janeiro e não torce para o Flamengo ou que não gosta de samba, de Cartola, Candeia, Paulinho, de tardes de domingo no Maráca, de feijoada na Portela, que não fica rouco quando vai na Pedra do Sal ou no Renascença (salve meu amigo Moacyr Luz, um abraço), que não se acaba nos blocos de Carnaval, que nunca mandou ver uma pizza na Guanabara às quatro da madruga... também são semi-cariocas. Não adianta, não entendem a liturgia do cargo, não compartilham do nosso genius loci, das histórias cotidianas que correm nas artérias dessa cidade.
Entre um mergulho e outro, fiz no meu sketchbook estas aquarelas, em mais um habitual lindo dia de calor na cidade maravilhosa. Levei um pequeno estojo de aquarela, lápis e borracha e alguns pincéis. O desenho tem que ser rápido, as pessoas chegam ,ficam um pouco e vão logo embora, mudam de posição toda hora, algumas só passam (como os ambulantes). Os desenhos das pessoas foram se sobrepondo, as pessoas que via eram desenhandas sobre os desenhos daquelas que haviam partido. É preciso capturar o espirito da cena, a essência do lugar, incluir os personagens urbanos, os arquétipos do inconsciente coletivo, o cara do mate, o vendedor de biquinis, o cara da mousse, as falas dos ambulantes, a mulher gostosa, o morro dois irmãos.
Durante o trabalho acabou acontecendo um acidente feliz, algo não planejado. O cara do mate foi desenhado sobre o desenho das pernas das meninas que estavam atrás dele. Ficou parecendo a sobreposicão de duas camadas de desenho, mas também ficou parecendo a imagem de uma outra coisa refletida no latão de mate. Gostei dessa ambiguidade, um desenho que transita entre duas coisas, talvez, tenha algo a mais para oferecer. Uma coisa que paira entre possíveis categorizações é melhor que outra que entra direto dentro da caixa. provoca uma real experiência. Certa vez, um professor meu, para exemplificar essa questão, usou uma citação de Picasso: Quero fazer algo que é um morcego sem deixar de ser uma caixa de fósforo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
CADERNOS URBANOS no Museu Histórico Nacional (18/09/2010)
foto: http://www.panoramio.com/photo/6747568
Prezados,
No sábado (18/09/2010), de 14 às 18 hs, invadiremos o pátio dos canhões dentro do Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio de Janeiro. Levem seus cadernos de croquis, canetinhas, aquarelas, etc.
Quem quiser pode chegar.
Todo sábado um lugar diferente, até o final do ano.
aquele abraço.
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